Contas pessoais + contas da empresa = problemas, na certa! Saiba porque é preciso dividir

Para elaborar um controle financeiro eficiente é preciso eliminar qualquer aresta de desorganização e bagunça. Afinal de contas, faz parte da gestão empresarial a compreensão exata e minuciosa de onde entram e para onde vão os recursos financeiros. Portanto, para evitar que sua gestão financeira fique prejudicada, um dos primeiros passos é separar as contas pessoais das contas da empresa.

A administração incorreta, desorganizada e misturada da alocação dos recursos financeiros na conta pessoal e empresarial é um problema comum na gestão financeira de muitas empresas, principalmente nas nascentes e de pequeno porte. Isso é comum nesses casos pois o próprio sócio acaba iniciando a gestão dentro de sua conta corrente e, caso torne-se comum, pode impactar na saúde financeira do negócio e dificultar o crescimento da empresa.

Acompanhe essas dicas e saiba como a separação entre as contas pode evitar problemas maiores. 

Perda do controle financeiro do empreendimento

Uma das grandes consequências de misturar contas pessoais com as contas da empresa é a perda do controle financeiro. Gastos pessoais descontrolados podem acabar fazendo com que o empresário considere que sua empresa não está dando lucro e tomando atitudes sem pensar, como tentar aumentar as receitas elevando o preço do produto. 

Outra consequência desse descontrole é o empresário promover um corte de gastos errados, seja de pessoal ou de projetos importantes para o negócio. Esses e outros raciocínios equivocados são exemplos de que uma gestão desorganizada e sem critérios, pode resultar numa bola de neve. Em situações assim, não será possível reinvestir na empresa e, o pior, quando precisar do dinheiro para pagamento de funcionários e fornecedores, para aproveitar uma oportunidade ou para uma urgência, ele pode não estar lá. 

Dicas para evitar o descontrole financeiro

(Imagem 02) 

1) Usar contas separadas

Para evitar o descontrole financeiro, é imprescindível que os empresários usem contas separadas para as finanças pessoais e empresariais. Em contas separadas, o administrador da empresa pode definir uma quantidade certa de dinheiro para uso pessoal de modo que não afete o capital de giro (e o futuro) do negócio.

2) Estipular um valor adequado para a retirada de pró-labore

Como sócio da empresa, você deve planejar sua retirada de pró-labore como faz com o planejamento de todos os seus gastos. Busque tratar neste momento sua retirada como a de um funcionário na folha de pagamento. Dessa forma, o cálculo deve ser feito dentro da realidade da empresa e da média que outras empresas do mesmo porte pagam para gerentes e administradores.

Basta fazer uma pesquisa de mercado que terá essa informação. Quando se trata do proprietário da empresa, é importante diminuir 10% da média nos primeiros meses para dar sustentação à empresa. Assim que o pró-labore for instituído, as contas da empresa e pessoal serão automaticamente divididas, inclusive as contas bancárias. Ou seja, toda a administração será feita de modo separado. 

3) Definir a data para retirada de pró-labore

Um importante passo para separar as contas e evitar o descontrole financeiro é definir qual será sua retirada de pró-labore, que pode ser mensalmente como um salário. Assim, você saberá exatamente o quanto de recursos serão alocados na pessoa física para obrigações pessoais, bem como os valores necessários para tanto.

No entanto, é preciso analisar corretamente a necessidade para evitar supervalorizar sua remuneração. Se acaso as finanças da empresa melhorarem, pode ser aumentado o valor mensal ou você pode planejar uma retirada fixa mensal e uma distribuição de lucros ao final do ano.

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4) Não usar o caixa da empresa para pagar contas pessoais

Este hábito pode ser evitado com a definição do valor e data de retirada do pró-labore, bem como o uso de contas separadas. Em casos inevitáveis, porém, o uso do caixa da empresa deve ser encarado como adiantamento de pró-labore e, portanto, registrado nas finanças da empresa.

Entretanto, é comum em empresas pequenas o uso do caixa empresarial para pagar contas do sócio. Este erro acrescenta gastos não relacionados à gestão financeira, misturando-se aos custos de produção e despesas do negócio, tornando difícil a projeção exata das finanças. Portanto, não se deve usar o caixa da empresa para quitar contas pessoais.

Não separar as contas pessoais das contas da empresa poderá trazer problemas ao contador, visto que, de acordo com o conselho regional de contabilidade, não é permitido juntar receitas de pessoa física e jurídica. Além de gerar problemas com a contaiblidade na hora do registro, o empresário pode ter complicações com o fisco, uma vez que seus gastos pessoais não condizem com sua receita, podendo inclusive ser enquadrado como crime contra ordem tributária.

Você tem alguma dúvida em relação à administração de empresa? Compartilhe sua dúvida nos comentários ou por e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  que poderemos ajudá-lo! 

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Regina Fernandes de Miranda Oliveira

Contadora, pós graduada em Marketing com especialização em Gestão de Projetos. É sócia proprietária da Capital Social Contabilidade e Gestão. 

Website: www.capitalsocial.cnt.br
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